PAULA ALVES
Caminhos da subjetividade e psicanálise clínica
PAULA ALVES
Po-éticas da subjetividade
Psicanálise clínica

O sofrimento psíquico nem sempre se deixa compreender por aquilo que o desencadeia. Há angústias que retornam, situações que se repetem, dores que permanecem.
A psicanálise trata do sofrimento humano e da distância entre o que sabemos e aquilo que insiste.
ANÁLISE
Através da fala e da escuta, buscamos construir um espaço para interrogar e elaborar o que se vive. Debruçamo-nos sobre as marcas e as lacunas inscritas no corpo e no pensamento, procurando, diante do excesso ou da paralisia, a possibilidade de um gesto criativo e vital.
Raça, gênero, classe, sexualidade, migrações e experiências culturais participam da constituição subjetiva; reconhecer sua presença é parte do trabalho analítico. Interessa-nos especialmente o encontro entre as condições sociais e históricas e a experiência singular de cada sujeito.
Minha prática se inscreve na psicanálise contemporânea, tendo como base a tradição freudiana, seus desenvolvimentos posteriores e suas releituras em diálogo com os debates do presente. A plasticidade do inconsciente e a dimensão corporal da experiência psíquica constituem eixos do meu trabalho clínico e de pesquisa.
O percurso de uma análise não está dado de antemão: constrói-se a partir do que emerge no processo.

PARA QUEM ?
A psicanálise pode ser procurada quando pensamentos e sentimentos produzem mal-estar ou limitam a vida.
Relações, escolhas, trabalho e sexualidade colocam em jogo compromisso, desejo e responsabilidade.
Dúvidas paralisantes, desgastes afetivos, sentimentos de culpa ou fracasso podem levar alguém a procurar uma análise.
Na velhice, transformam-se as relações com o tempo, o corpo, a memória e a própria história.
Perdas e mudanças nos vínculos e na autonomia convivem com novos desejos e possibilidades.
A adolescência transforma as relações com o corpo, a sexualidade, a família e o pertencimento.
Entre movimentos de separação e busca de autonomia, as angústias podem se intensificar e se manifestar no corpo ou no comportamento.
Medos, dificuldades de aprendizagem, alterações no sono e comportamento podem expressar um mal-estar.
Na clínica, o brincar e desenhar também são formas de expressão. O trabalho inclui conversas com os responsáveis e acontece exclusivamente de forma presencial.
Em qualquer idade, diagnósticos podem ser importantes para nomear e compreender certas experiências, mas não esgotam aquilo que o ser humano vive.
Na análise, eles são considerados como parte de uma história mais ampla, sem determinar a maneira como cada caso será escutado.
CRIANÇAS
ADOLESCENTES
IDOSOS
ADULTOS
PRESENCIAL OU ONLINE ?
Atendo presencialmente em meu consultório na Rua Cotoxó, no bairro Pompéia, São Paulo, e também online. São experiências distintas de análise, cada uma com suas particularidades.
No encontro presencial, analista e paciente compartilham um mesmo espaço, com tudo aquilo que a presença dos corpos, os silêncios e a materialidade do ambiente introduzem na experiência da análise.
No atendimento online, estar em seu próprio ambiente pode diminuir certas inibições e facilitar a fala. A modalidade dispensa deslocamentos e pode facilitar a continuidade das sessões na vida cotidiana, inclusive durante mudanças de cidade ou país, além de possibilitar o encontro analítico com pessoas que vivem em diferentes regiões do Brasil e do mundo.

O ENQUADRE
O enquadre estabelece algumas das condições que organizam e sustentam o trabalho analítico.
FORMATO
Os atendimentos acontecem presencialmente, na Pompéia, em São Paulo, ou online, no Brasil e no exterior.
FREQUÊNCIA
SESSÕES
HORÁRIOS E
CANCELAMENTOS
A frequência é combinada no início do trabalho, considerando cada caso. A regularidade dos encontros sustenta a continuidade do processo.
As sessões têm 50 minutos de duração e acontecem, sempre que possível, em dias e horários regulares.
Os honorários são acordados individualmente, considerando as condições de cada caso.
As condições de cancelamento são combinadas previamente.Sessões desmarcadas com menos de 24h de antecedência são cobradas.
A confidencialidade é um princípio ético do trabalho analítico.
PERCURSO
Sou mestra em Teoria e Prática Psicanalítica pelo Centro de Estudios Freudianos de Madrid e especialista em Intervenções Terapêuticas Relacionais pelo Institut Català D. Winnicott, em Barcelona, Espanha. Tenho também mestrado em Arte-Terapia, nas modalidades profissional e pesquisa, pela Sorbonne Paris-Cité, na França.
Minha prática se formou no trabalho com crianças, adolescentes e adultos, em instituições, grupos terapêuticos e atendimentos individuais. Em 2017, realizei uma residência na Clinique de La Borde, na França, referência da psicoterapia institucional e marcada pelo trabalho de Jean Oury e Félix Guattari.
Desde 2022, dedico-me à clínica psicanalítica.

PESQUISA
Minha pesquisa se constrói no diálogo entre a teoria psicanalítica, a prática clínica e outros campos do pensamento e da criação. Desenvolve-se tanto na escrita de artigos quanto no cinema documentário.
ESCRITA PSICANALÍTICA
CINEMA DOCUMENTÁRIO
Meus filmes foram exibidos em festivais como Côté Court, Outfest Los Angeles, Fringe! London e Écrans Documentaires, com reconhecimentos do Prix MK2 (França) e do Prêmio Púrpura do FEMI Films (Sitges, Espanha).
Atualmente desenvolvo Toucher des lunes, meu primeiro longa-metragem, contemplado pelo Brouillon d’un rêve documentaire da Société Civile des Auteurs Multimédia (França).
Em 2017, realizei Burbujas de verano, ensaio fotográfico desenvolvido com residentes psiquiátricos e apresentado na Clinique de La Borde, na França.
Entre le pensable et le sensible : toute-puissance, ambivalence et relation d’objet dans deux trajectoires de mobilité sociale
Le Coq-Héron — Revue de psychanalyse, nº 267, 2027.
O brincar no interior da analista: notas sobre técnica e não-saturação
Cadernos de Psicanálise, Rio de Janeiro, nº 57.
O brincar como ferramenta clínica frente às formações tirânicas do Supereu
Revista de Psicanálise da Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre
v. 32 n. 1 (2025): Trauma e sobrevivência psíquica
Juego, reconocimiento mutuo y terceridad: aportes del psicoanálisis relacional
a las exigencias del Superyó en la clínica contemporánea
CeIR — Clínica e Investigación Relacional.
Artigo premiado pelo XIV Certamen El Devenir del Psicoterapeuta — Accésit Segundo.

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